domingo, 2 de novembro de 2014

Um pouco de historia

A Primeira Ordem Vampírica do Ocidente

Este breve dossiê trará alguma informações sobre a primeira ordem vampírica do ocidente. Trata-se de considerações iniciais sobre as aparições de Otto von Graff e Helena Karponoava ao escapar dos tribuais da Satnat Veheme e o abrigo de Frenc Nadasdy em Bratislava em 1579.

Uma Introdução Histórica a Bathory: A Lolita Medieval


  • (Agosto de 1560) Elizabeth Bathory nasce em Nyirbátor, Hungria. Filha de George e Anna Bathory. Passa toda sua infância no castelo de Ecsed, umas das muitas propriedades de sua família; das mais importantes e influentes nos séculos doze, treze e quatorze. Desde os quatro anos de idade, Elizabeth sofre com terríveis dores de cabeça que fazem-na despertar durante a noite aos gritos, tornando-a uma criança agressiva e reclusa.
  • (Julho de 1572) Bathory é prometida em casamento ao Conde Ferenc Nadasdy. Ela recebe uma educação invejável: aprende o francês, alemão, italiano e o russo, além da língua-materna. Interessa-se por assuntos como Biologia, Matemática e Astronomia, algo incomum para as mulheres da época.
  • (Novembro de 1574) Bathory muda-se com o noivo para o castelo de Sárvár, propriedade da família Nadasdy. Dois meses após sua chegada ao castelo, ela se envolve com um camponês de quem terá um filho ilegítimo. Recusa-se a fazer um aborto e deixa a criança com uma família lituana e uma pensão de 350 florins anuais. Nadasdy forja a notícia de que a criança já nasceu morta. A esta altura, ela já têm a exata noção de seu poder de dominação sobre os homens e os manipula com grande habilidade. Tal qual a Lolita do livro de Vladimir Nabokov. Uma criada da família diz que Bathory é possuidora de uma beleza e encantos que fazem o mais santo dos homens na Terra cair em tentação.
  • (Agosto de 1575) Bathory casa-se com Ferenc Nadasdy em Varannó. O presente de casamento de Ferenc à esposa é um castelo em Csejte, tendo a sua volta os tenebrosos montes cárpatos. O castelo fica numa localidade cercada de pequenos vilarejos que somam juntos, uma população de três mil habitantes.
  • (Novembro de 1578) Nadasdy é nomeado comandante-chefe das tropas húngaras contra os turcos otomanos. Com apenas dezoito anos, Bathory assume quase todos os negócios do casal.
  • (Janeiro de 1579) Bathory é apresentada a Helena Karpanova. Esta ucraniana misteriosa introduzirá Bathory na magia negra e nos cultos e rituais vampíricos.
  • (Maio de 1581) Bathory dá início a uma relação amorosa com um jovem alemão chamado Otto von Graff - apresentado a ela por Helena Karpanova, juntos os três formaram um dos clãs vampíricos mais sangrentos de todos os tempos.
  • (Dezembro de 1583) Bathory faz as suas primeiras vítimas em rituais vampíricos: um casal de gêmeas ainda na pré-adolescência. O ritual contou com a supervisão de von Graff e Karponova. Foi a primeira vez em que Bathory bebeu o sangue de suas vítimas.
  • (Primavera de 1584) O castelo de Csejte torna-se um ponto de encontro para as madames da alta burguesia húngara. Em pouco tempo, Bathory e Karponova fazem do lugar um antro de feitiçaria e despudor sexual. Bathory desenvolve o gosto pelo vouyerismo, principalmente para casos de estupro.
  • (Outono de 1590) Surgem pela primeira vez, denúncias contra o estranho comportamento de Bathory e seu casal de hóspedes. Meses depois ela opta por uma reclusão na propriedade da família em Viena para melhor dedicar-se as estudos da magia negra.
  • (Fevereiro de 1592) Bathory retorna ao castelo de Csejte.
  • (Inverno de 1593) Karponova e Bathory sequestram e mantém como prisioneiras quase uma dezenas de jovens. As virgens são mantidas reclusas para o uso em rituais de magia negra e vampirismo - as outras são entregues a Otto von Graff que estupra e mata uma por uma segundo depoimento de Dorotthya Szentes ao tribunal que julgou Bathory. O castelão de Csejte suspeita do cheiro de cadáveres em decomposição e questiona Bathory sobre o caso. Karponova aconselha-a matar o pobre camponês.
  •  (Verão de 1594/Primavera de 1604) No período que corresponde exatamente uma década, Bathory e seus companheiros passam a ser mais cuidadosos no trato com os rituais e com o comportamento ante aos olhos de possíveis curiosos. É neste período também que ela torna-se mais agressiva com suas vítimas. Bathory passa a divir o seu tempo entre Viena, Csejte e Bratislava, onde fica sabendo da morte do marido. Bathory sequer retorna para os funerais, limitando a redigir uma carta onde exalta a coragem e a bravura de Ferenc Nadasdy, morto no campo de batalha contra os turcos. Ao contrário do que se verifica nos relatos sobre Erzsébet e Ferenc, ele jamais participou dos rituais da esposa. Embora o diário de Helena Karponova nos mostre que ele tinha conhecimento de quase tudo o que se passava. Num relato assombroso de uma carta de Helena para uma tal Sarah Taddwell ( possivelmente uma nobre galesa da época ) -, ela demostra preocupação quanto ao comportamento de Bathory em relação a ela e a Otto von Graff. Chega a imaginar que Bathory - enciumada - planeje a morte de ambos, ou pelo menos a dela. Embora Bathory já despertasse certa desconfiança, cada vez que ela retornava a Csejte, retornavam também as damas ( inclusive membros da corte ) para sua companhia. É certo que a decisão de não incluir os diários de Karponova e Darvulia no julgamento, tinha como objetivo omitir a participação de tantas outras mulheres em festas orgiásticas no castelo.

 Csejte, 22 de Maio de 1597


"Foram duas noites de terror. Sei que ela planeja a minha morte e talvez a de Otto. Bathory torna-se cada vez mais violenta e possessiva. O retorno de Karel ( filho dela com o camponês ) parece ter deixado-a um pouco mais calma, mas tenciono não mais retornar ao convívio dela (...) Estou certa de que Bathory e Karel mantém uma relação incestuosa, encontrei ambos nus em sua cama poucos dias após seu retorno ao castelo. As carícias entre ambos estavam longe daquelas verificadas entre mãe e filho (...) ela assume as práticas vampíricas ao extremo."

Os trechos da carta encontrada no castelo por Gyorgy Thurzo, Palatino da Hungria e responsável pelo julgamento de Erzsébet, mostra que até mesmo aqueles que introduziram Bathory na magia negra já temiam pelo seu comportamento cada vez mais violento. O estranho neste fato e que mais tarde discutiremos, é o fato de os diários e escritos de Anna Darvulia e Helena Karponova não serem aceitos no julgamento de Bathory. Darvulia foi o braço direito de Bathory para assuntos particulares entre 1596 e 1601, quando esta veio a falecer.
  • (Novembro de 1604) O Pastor luterano Istvám Magyari pressiona as autoridades locais a respeito das notícias que vem de Vienna e Bratislava, locais onde Bathory têm propriedades. Após muita relutância, Thurzo convoca alguns notários para acompanhá-lo até o castelo de Bathory  e intimá-la a comparecer no julgamento em que será acusada por homicídio, estupro e ocultação de cadáveres. A discussão dos termos do julgamento ganha novo rumo quando os homens de Thurzo descobrem que existe participação de membros da corte e muitas mulheres de nobres nas festas orgiásticas que Bathory promovia no castelo. Fica acordado que Bathory não estará presente ao seu julgamento e que apenas poucas testemunhas e acusadores serão levados em consideração pelo júri.
  • (Fevereiro de 1605) O rei Matthias, que havia contraído um empréstimo vultuoso junto a Ferenc Nadasdy, enxerga no aprisionamento e execução de Bathory uma maneira de se ver livre dos débitos, já que sua corte encontra-se semi-falida no início do século dezessete. Além disso, Matthias planeja apossar-se das muitas propriedades de Bathory, inclusive as propriedades em Bratislava, Vienna e Sárvár.
  • (Inverno de 1609) A região registra o desaparecimento de quase quarenta meninas entre 11 e 14 anos de idade. Uma testemunha afirma junto aos juízes que viu dois homens em uma carroça carregada de corpos. Ao seguí-los noite adentro, pode vê-los amontoando os cadáveres e ateando fogo em todos eles. Foi a gota d'agua para que o Rei aumentasse a pressão sobre as autoridades locais, inclusive ameaçando-os com o cárcere caso não capturassem Bathory.
  • (Maio de 1610) Paul, filho mais novo de Bathory recebe Thurzo para acertar os últimos detalhes sobre o julgamento da mãe. Ao saber das ameaças de Bathory sobre os segredos de tantos nobres locais e suas relações comerciais ( proibidas na época ) com os Otomanos, Thurzo arquiteta junto a Helena Karponova e Paul Bathory a fuga de Bathory para Florença na Itália.
  • (Julho de 1610) Uma testemunha relata para os juízes a constituição física de Elizabeth Bathory, da qual a maioria dos cidadãos da região não viam há muitos anos: "Alta e esguia, cabelos longos castanho-avermelhados e bastante volumosos. Olhos negros como azeviche, pele branca como a mais branca das neves. Seios relativamente fartos e uma pele sem nenhuma marca de expressão, rugas ou manchas provenientes de alguma enfermidade, algo bastante incomum para uma mulher de quarenta anos de idade naquela época. E o mais assustador de tudo: Bathory não aparentava mais do que 20, no máximo 25 anos de idade. Sua jovialidade impressionava aqueles poucos que com ela conviveram.

 As acusações contra Elizabeth Bathory no tribunal:


1. Expôr as vítimas a temperaturas muito baixas ao ponto do congelamento por hipotermia.
2. Morte por inanição.
3. Espancamento por longos períodos de tempo até a morte devido a complicação dos ferimentos.
4. Queima ou mutilação de órgãos como mãos e braços e as vezes a genitália.
5. Ferimentos nas vítimas por mordidas na face, braços, pernas e genitália.

Todas as acusações eram feitas e aceitas pelo modo: ouvi dizer que alguém sabe ou viu ou ouviu; ou seja, a maioria dos que a acusavam jamais viu ou ouviu alguma coisa da própria acusada. Mesmo assim todas as acusações foram aceitas. O tal diário que continha as atrocidades de Bathory relatadas de próprio punho jamais foi encontrado se é que realmente existiu. Os supostos ajudantes de Bathory nos crimes: Dorottya Szentes, Ilona Jó, Katalin Benická e János Újváry tiveram as suas sentenças decretadas na tarde do dia 11 de Janeiro de 1611. 
 
Szentes, Ilona e Újváry foram considerados culpados. Os três tiveram as mãos decepadas e foram mantidos em cativeiro por dez dias para então, serem queimados em fogueiras assim como haviam procedido sob as ordens de Bathory. Benická não pôde ser acusada como culpada ( também era amante de um dos jurados do tribunal ). Decidiu-se que ela fora totalmente dominada por Bathory e que tinha apenas 12 anos quando começou a prestar seus serviços no castelo de Sárvár como criada da condessa. 
 
Severamente ameaçados por Paul Bathory, houve o recuo da acusação e uma proposta de acordo: Bathory deixaria o país e cederia grande parte de suas terras para Matthias e seus aliados. Além de perdoar a dívida contraída pelo rei junto ao falecido esposo. A farsa toda foi montada por Gyorgy Thurzó. Primeiramente ele assegurou-se de que não havia o menor risco de os escritos de Helena Karponova e Anna Darvulia caírem em mãos erradas - isso comprometeria gente do mais alto escalão burguês do império Austro-Húngaro, e que se caso isso ocorresse, se vingaria sobre os três filhos e os dois afilhados de Bathory. 
 
Para desespero de Matthias, isso seria o máximo que conseguiria pois as terras confiscadas serviriam apenas no abatimento da dívida do Império com exércitos mercenários e outras provisões necessárias. Na madrugada de 30 de Julho de 1611, Bathory deixa o castelo rumo ao porto de Varna, de onde embarcaria numa viagem para Florença e mais tarde Veneza. Uma camponesa é amarrada e atirada para dentro da cela que Bathory deveria ocupar em Csejte. Daí em diante, as autoridades fizeram e ainda fazem o possível e o impossível para manter longe da história da Hungria e da Eslováquia o nome e o legado de Elizabeth Báthory. Padres e estudiosos que coletaram material sobre a vida e o comportamento da Condessa até a sua fuga para a Itália desapareceram misteriosamente, até que tudo passasse a cheirar a lenda. A versão de sua prisão no castelo seguida de sua morte três anos depois acabou se tornando a versão oficial dos fatos. 
 
Helena Karponova e Otto von Graff também desapareceram e chega-se a especular se estes realmente eram os seus nomes. Ao longo do século 17, a família Bathory perde prestígio e poder. Pouca informação temos sobre o destino dos filhos e netos de Bathory. Especula-se que Karel, seu primeiro filho, tenha partido com a mãe para a Itália. Otto von Graff, assim como misteriosamente chegou, misteriosamente se foi. Mas há um interessante relato sobre este homem no díario de Karponova em 7 de Agosto de 1580, vigésimo aniversário da condessa: 
 
"Graff presenteou Bathory com esmeraldas quase tão lindas quanto os seus próprios olhos. A primeira vista, é muito difícil dizer se Otto é mesmo um homem ou alguma coisa de sexualidade confundível. Seus traços são tão delicadas quanto os de uma jovem da idade de Bathory. Seus lábios grossos e severamente avermelhados e sua incapacidade de sorrir sem ter de flertar com alguém. Isso enfurece Bathory, disse-me que ele é o único homem a quem ela poderia amar. A masculinidade agressiva e repleta de músculos e coragem não a atraem em nada. Bathory é amante de mulheres e homens com certeza. Mas lembro agora da longa e macia cabeleira de nosso belo Otto. Se eu acreditasse nos anjos, certamente acreditaria que este homem é um deles. Termino meus pensamentos de hoje e provavelmente o único desta semana a relembrar o sabor daquela tez branca e saudável. Feliz da fêmea que repousa em tua cama meu querido, e que Bathory não nos ouça." 
 
Já no século dezoito, pouca informação é tida como concreta a respeito de Elizabeth Báthory. Diversos biógrafos tentam repaginar a história apenas misturando lendas e tentando associar Báthory à história de Vlad Tepes. Embora sejam originários do mesmo local, jamais travaram qualquer tipo de contato. Possivelmente nem mesmo suas famílias tiveram relações mais estreitas.

Lendas & Fatos


... certo dia a condessa, envelhecendo, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando a menina puxou seus cabelos acidentalmente. Elizabeth virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas ficaram na mão de Elizabeth. Ao esfregar o sangue nas mãos, estas pareciam tomar as formas joviais da moça. Foi a partir desse incidente que Elizabeth desenvolveu sua reputação de desejar sangue de jovens virgens...

Isso não é verdade. A condessa ( bissexual assumida ), numa relação com um outra jovem, exerce o seu já conhecido sadismo: mordendo, chicoteando e coisas mais - típicas dos sadomasoquistas. A menina em questão também mantinha relações sexuais com Karponova. Com esta sim, a relação envolvia agressão e prazeres mútuos. Báthory não aceitava ser agredida. Quando a menina a golpeou no rosto durante o coito, Báthory enfurecida, partiu para cima da garota espancando a violentamente. Este incidente é relatado no diário de Karponova no dia 14 de Novembro de 1686 - portanto - Báthory contava apenas 26 anos de idade na época e nenhum sinal de envelhecimento era notado em suas expressões; como aliás jamais pôde ser notado devido ao seu envolvimento com o vampirismo.

...Elizabeth após a morte do marido, se dizia que ela envolvia-se com homens mais jovens. Numa ocasião, quando estava em companhia de um desses homens, viu uma mulher de idade e perguntou a ele: "O que você faria se tivesse de beijar aquela bruxa velha?". O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Elizabeth de excessiva vaidade e acrescentou que tal aparência era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm ligado a morte do marido de Elizabeth e essa história à sua preocupação com o envelhecimento, daí o fato de ela se banhar em sangue...

Fato real. O jovem em questão era Otto von Graff e a velha era uma das cozinheiras do castelo de Csejte. Na ocasião Báthory contava 37 anos de idade. Em 1607, Karponova, Graff e a condessa já haviam assassinado quase 400 meninas em Bratislava, Vienna e Csejte; segundo o próprio diário ignorado da primeira professora de Erzsébet Báthory.

Embora a Igreja Ortodoxa mantenha essas informações e as estude com certa frequencia, a posição oficial é de que os documentos são fraudulentos, incluindo os de propriedade de Willi Schrodter, autor de AS ARTES SECRETAS DOS ROSA-CRUZES. Willi foi o responsável por coletar e  documentar os escritos de Otto von Graff e Helena Karponova sobre a primeira ordem vampírica do ocidente, inclusive descobrindo seus nomes e locais de nascimento.

Parte II

Consideraçõe Iniciais por Otto Von Graff e Helena Karponova


Nenhum ser humano sobre a Terra deve renegar o seu direito a imortalidade. Sim, um direito inalienável. Pode-se exercê-lo u entregá-lo nas mãos dos espíritos elementares. Reencarnes são etapas da existência que o homem desconhece e prefere cedê-los aos destronadores. Roubam do homem o trono oferecido a nós pela Grande-Mãe, que nos arrebatou do julgo do criador.

A Grande-Mãe, que ao contrário de Eva, recusou-se a se submeter e fez de cada ser, de cada alma, um princípio de poder, força e energia; vivenciados com gozo e liberdade. Grilhões rompidos, física e espiritualmente, honraremos a Grande-Mãe. De cada culto a ela surgirá uma Ordem Fraterna. Irmãos e irmãs, seus filhos-amantes que honraram com carne, sangue e espírito sua luta por liberdade e poder.

O vampirismo é a condição natural do homem, que acumula poder, força e inteligência através de séculos.

Ordens e Cultos Vampíricos

 
Otto von Graff e helena Karponova, alto sacerdote e alto sacerdotisa respectivamente da primeira Ordem Vampírica do Ocidente ( têm-se registros de cultos vampíricos no antigo Egito em adoração a Ísis, embora o termo vampiro ainda não existisse ) foram expulsos de um templo paramaçônico de Bremen, norte da Alemanha em 1576, e condenados a morte por um tribunal da Santa Vehme. 
 
Em fuga, Graff e Karponova trocaram diversas vezes de identidade, até encontrarem refúgio na propriedade da família Nadasdy em Bratislava. Ferenc Nadasdy era então, noivo de Elizabeth Báthory, da qual Graff e Karponova se tornariam bastante íntimos. 
 
O folclore dos balcãs possui diversas versões para a origem e desenvolvimento dos cultos vampíricos e fica difícil decidir-se sobre qual deve ser levado em consideração. O fato dis tribunais terem caçado sem sucesso a intrépida dupla, por converter rituais dos rosacruzes em rituais vampíricos, nos faz admirar e respeitar a coragem destes precursores do vampirismo como arte negra. 
 

O Despertar do Sono


A primeira ordem fundada por Graff e Karponova tinha um interessante método de recrutamento: parodiando a Vehme, um pilar afixava com uma adaga, um pergaminho na porta do recrutado, com a inscrição Vade et Vine; numa analogia aos sucessivos despertares do vampiro. Se o recrutado despertasse do sono, ele escreveria as iniciais de seu nome com o próprio sangue no pergaminho, e cravaria-o com a adaga de volta a porta na primeira noite de lua nova. O pilar então recolheria o pergaminho e conduziria o profano até o local de culto. 

Predador

Saudações amigos,Aqui venho apresentar um texto que andei lendo pela internet e achei um pouco interessante então quero compartilhar com todos vocês,bons estudos.

A base de todo o vampirismo é, a capacidade de perceber, quem é escravizado e quem é o mestre.Todas as relações humanas são assim, são desta forma, se baseiam, em quem come quem, e quem se dá de alimento pra quem. O vampiro toma o ponto inicial de, maximizar a as relações de dominador, e minimizar todas em que ele for presa.

Todo tipo de relacionamento humano, seja no trabalho, faculdade, amigos, namoro.. Todos eles se baseiam em dominação. Alguns são mais explícitos, outros, indiretos, ou fortemente maquiados, mas não deixam de ser ainda, dominador e dominado. O vampiro parte do principio, em que, ele busca, diminuir, tudo que escraviza ele. O próprio mito do vampiro é assim, dar-se á para receber. A diferença, o foco, é, o quanto você dará e o quanto receberá em troca.

O praticante deve, procurar dar o mínimo de si, e retirar o Maximo alheio. Auto preservação, domínio, Controle – o vampirismo é uma busca por controle, a própria experiência vampírica assume o controle como ponto de partida em tudo no Caminho. Para ter controle, precisa ter consciência. Precisa-se analisar cada evento, momento, situação pessoa, e buscar complementar os fatos, dando assim um novo rumo, controlar aquilo. Isso é o predador, o dominador. Esse é o ponto focal da relação vampírica em tudo.

De uma perspectiva mais maquiavélica, todo tipo de relacionamento é vampírico. Porem, se analisarmos mais profundamente, veremos que o aspecto vampírico de um relacionamento tende a vir mais Se houver uma vontade de dominar, de predar o outro. Do contrario, é uma ação inconsciente, sem controle. Vampirismo é Controle.

A  filosofia vampírica, quando aplicada a realidade nos leva a perceber, olhar o mundo sobre outra perspectiva, e ver, entender que estamos em um mundo humano. Entenda-se humano, por escravo natural, obediente, regrado. O vampiro não deve alterar o curso disso. A natureza da maior parte dos humanos é essa e esse é o ponto mais forte. As pessoas precisam se sentir fortes, não ser fortes. Elas precisam se sentir especiais, não serem especiais. Isso é o vampirismo, a sedução vampírica se principia nisso, em como você se porta perante alguém e como você age com essa pessoa. Sutileza sempre, o vampirismo se baseia na escuta, e numa fala moderada, aonde o vampiro, toma pra si, um novo aspecto da coisa, da própria pessoa, do próprio mundo. Encarar o mundo como um jogo, é o verdadeiro ponto de partida do vampirismo. Cada pessoa, uma peça.

Encarar o mundo como um objeto de prazer, tirando o melhor de cada coisa e descartando o restante. Útil e inútil são as palavras chaves aqui. Nada deve ser convertido, ninguém deve ser trazido para dentro da senda esquerda. As pessoas que naturalmente tiverem potencial para tal, serão chamadas para dentro das trevas. Há escravos naturais, e senhores naturais. O vampirismo ensina a aceitar as coisas como são, as pessoas como são, e usá-las para seus fins pessoais. O predador, só terá papel dominante se ele se colocar, como ponto focal de tudo. O universo só existe porque ele existe. As pessoas só existem para servi-lo. É esta megalomania prática, que quando aplicada, faz do vampiro, seu próprio dono, sua própria força, seu único motivo de consideração.

A base da pratica vampírica é fortalecimento do ego. Fortalecer quem Ele é, para depois ele comandar. Tudo, na vida se baseia em como você se trata, e em como você se impõe. A própria realidade nada mais é que um espelho da sua cabeça. As pessoas responderão de acordo com sua postura. O mundo reagirá de acordo com a sua postura.

Por nenhum momento o medo de parecer arrogante, soberbo, deve tomar a cabeça do praticante. Ele deve sim, se colocar como uma força em movimento ao seu próprio favor.Ele deve direcionar outras pessoas á seu próprio favor. Tudo na cabeça do vampiro, deve se voltar para si. É um engano para o leigo, levar que o vampirismo é uma afirmação de si próprio, e exclusão da sociedade. Ele É isso, e não É. Tudo deve ser aplicado conforme cada situação, e existem horas que, o inverso, é o melhor caminho.

Quando Morbitvs Vividvs, colocou, “cui bono?” em seu manual satânico, ele mostrou ali, o ângulo que laça o satanismo e o vampirismo. As duas filosofias, que socialmente, são iguais, e vão se diferenciando, em suas praticas esotéricas.  Tudo é, na essência, “Quem Ganha?”, e tudo deve ser dessa forma também.
A aplicação dessa forma de pensar, leva o praticante a rever valores pessoais, a analisar como ele se comporta, em cada momento da sua vida. Um potencial psicopático é sua meta no momento. Observando o comportamento humano, e se modificando de acordo, para que cada parte seja cumprida.Levando em consideração que existem situações que nada disso é necessário. Assim como existem que isso é vital. Procure não confundi-las.

Uma ponto interessante que, a comunhão vampírica, se torna a chave para obtenção dessa perda de humanidade e mente de predador. A comunhão é, em partes, convidar predadores reais, e adquirir deles, através de sua companhia, seus modos de agir, se comportar, e aplicá-los em si próprio. A comunhão constante levará o praticante á um estado em que as coisas vão perder o valor humano, e começar a ser observada por outro ângulo. A comunhão é, uma das praticas mais importantes quando o assunto é vampirismo. É nela aonde o predador de humanos se torna presa, e nela onde a presa vê como o predador dela se comporta, e a partir daí, ela começa a se comportar como ele. Tudo é comportamento. Tudo é modo de pensar. Ação vem dessa essência.

A pratica de vampirização, de retirar vitalidade, só faz algum sentido se embasada nesse ponto. O vampiro precisa de um porque, e inicialmente, acumular para satisfazer os mortos vivos, é o porquê. Mais adiantes, ele entende outras razões, e usa a energia cumulada em outros fins. Se engana todos que vêem o vampirismo como apenas retirar a vitalidade, isso é parte do vampirismo, porem é algo comum, quem qualquer um pode fazer. O vampirismo, essencialmente é a mudança de postura do ser perante a realidade, a partir daí, buscar absorver da realidade tudo o que pode para seu prazer pessoal. A mudança de postura, de ver o mundo como um alimento, e daí, ele percebe que terá também que alimentar o mundo. Sangue por Sangue, então a questão principal, repito novamente, é minimizar o que você dá, e maximizar o que você recebe.

E nem pense os neófitos, que o vampirismo é uma prática noturna, ou que devem se afastar do meio humano. É a via exatamente oposta. É no mundo humano que você quer viver, é aproveitar-se deles, teu desejo, é alimentar-se deles, tua pratica. O vampirismo só faz sentido quando se a vida é aproveitada. Alguns servirão apenas para te entreter, outros para fins mais pessoais, outros, para propósitos realmente materiais. No fundo, cada um vai servir. É para isso que o gado humano existe.




Ritual rubi estrela

Saudações amigos,outro ritual que pode ser feito junto ao de iniciação.

O ritual Rubi Estrela

1 - De frente para o Leste, fazendo o Sinal de Banimento, diga com vontade: APO PANTOS KAKODAIMONOS ( " Afasta-te Espírito do Mal" )
2 - Faça a Cruz Cabalística:
- toque a testa e diga: SOI - " A Ti" - toque o sexo e diga: O FALLE - " O Falus" - toque o ombro direito e diga: ISCUROS - " A Força" - toque o ombro esquerdo e diga: EUCARISTOS - "Eucaristia; graça divina" - junte as mãos no peito e diga: IAO - " O Deus dos Gnósticos; Isis ( As forças da Natureza) Apophis ( são destruídas) Osiris ( e renascem)"
3 - Continuando de frente para o Leste, coloque as mãos na face, envergando o corpo para trás, inspirando profundamente, imagine um Pentagrama dentro da cabeça, bem nítido e então, fazendo o Sinal do Entrante, lance-o para frente, rugindo THERION.
4 - De frente para o Norte, repetindo o gesto anterior, lance o Pentagrama para frente e diga NUIT.

  • Caso o estudante não tenha percebido, está girando no sentido anti-horário.
5 - De frente para o Oeste, repita o processo anterior, e sussurre BABALON.
6 - De frente para o Sul, repita o processo anterior e diga firmemente HADIT
7 - Completando o círculo, faça o Sinal de Banimento com energia e diga IO PAN, pisando forte com o pé direito.
8 - Faça os sinais de NOX.
9 - Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante repetirá:
- PRO MOU IUGGES - (a minha frente Iugges) - OPISO MOU TELETARCAI - (atrás de mim Teletarcai) - EPI DECIA SYNOSES - (a minha direita Sainoses) - EPARISTERA DAIMONES - (a minha esquerda Daimones) - FLEGEI GAR PERI MOU O ASTHR TON PENTE - pois ao meu redor flamejam os pentagramas - KAI EN THI STHLHI O ASTHR TON EX ESTHKE - e na coluna do meio brilha a estrela de seis pontas.
10 - Repita a Cruz Cabalística, a parte 1 e o ritual estará encerrado.

No 777, a pedra Rubi Estrela, representa a energia masculina da Estrela Criadora.


Ritual menor do pentagrama

Saudações filhos da noite,aqui esta o ritual menor do pentagrama que serve como base para o ritual de iniciação.


O Ritual

Parte 1 - A Cruz Cabalística (ou Rosa Cruz)

1 - Toque a testa e diga ATEH
2 - Toque o sexo e diga MALKUTH
3 - Toque o ombro direito e diga 'VE - GEBURAH
4 - Toque o ombro esquerdo e diga VE - GEDULAH
5 - Junte as mãos no peito e diga LE - OLAHM AMEN

Parte 2 - Os Pentagramas

6 - De frente para o Leste (o oriente, ou para os thelemitas, Boleskine), desenhe um pentagrama visualizando-o, no centro visualize o primeiro nome, IHVH e inspirando-o, sentindo passar pelo peito até os pés e sentindo a sua volta, fazendo o sinal do entrante, varando o pentagrama, vibre o nome ("Iod Rê Vô Rê", por exemplo) com energia.
7 - De frente para o Sul, repita o processo anterior trocando o nome por ADONAI.
8 - De frente para o Oeste, repita o processo anterior trocando o nome por EHEIEH.
9 - De frente para o Norte, repita o processo anterior trocando o nome por AGLA.
Caso o estudante não tenha percebido, ele está girando no sentido horário.

Parte 3 - Invocação dos Arcanjos

10 - Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante repetirá:
"A minha frente RAPHAEL"
11 - "Atrás de mim GABRIEL"
12 - "A minha direita MICHAEL"
13 - "A minha esquerda AURIEL" -
14 - "Pois ao meu redor flamejam os Pentagramas"
Sempre imaginando os Arcanjos nas suas respectivas posições e os pentagramas em chamas. Cada um está relacionado a um elemento: Ar, Fogo, Água e Terra, na sequencia. Como os elementos são 4, o magista, ao centro, será a 5ª parte do pentagrama, o espírito.
15 - "E na coluna do meio, brilha a estrela de seis raios".
Que o estudante visualize dois Hexagramas, um em cima e o outro projetado embaixo, com uma faixa de luz estendendo-se infinitamente na vertical, envolvendo-o.
16 - Repita a Parte 1 e o ritual estará encerrado.


Oração



" Dominarás a tudo e a todos,
Não temerás a vingança,
Não cederás a revanche,
Não declinarás ao combate.
Faremos jus aos grandes magos,
Santificaremos com amor as bruxas,
De ontem, de hoje e de sempre,
Nas forças da natureza,
Vento que será meus braço forte,
Chuva que será meu cobertor,
Ar que será meu refúgio,
Fogo que será meu punho,
A glória e a eternidade que tocam meus ombros nus,
Justa misericórdia ao arcanjo decaído por e para nós,
Sede a sede de minha alma,
Pois aquele que não sabe a quem adorar,
Não sabe por quem será adorado,
Aquele que não sabe a quem servir,
Não sabe por quem será servido,
Sol que ilumina o caminho do vulgo,
Lua que reluz na espada do vampiro,
Fogo que incandesce o sangue,
Alimento dos alimentos,
Não peça refúgio a luz do dia,
Pois esta será tua inimiga,
Abraçamos com fervor as sombras desta noite".
AMEM